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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Biografia de Carlos Paião



Nascido a 1 de Novembro de 1957, em Coimbra, Carlos Paião viveu a infância em Ílhavo, onde escreveu, aos oito anos, a primeira quadra e, um ano volvido, a primeira composição. Em Lisboa, tornou-se um médico apaixonado pela música. As suas letras forma cantadas por artistas consagrados, como Amália Rodrigues, Fafá de Belém, Nicolau Breyner, Raul Solnado, Herman José, Florbela Queiroz, Joel Branco, ou Lenita Gentil.

Vencedor de vários prémios, destaca-se o Festival RTP da Canção de 1981, com o inesquecível Play-Back.

O criador de O senhor extraterrestre e Eles foram tão longe editou treze singles e dois LPs, entre 1981 e 1988.


sábado, 11 de agosto de 2012

Play-Back - Carlos Paião

Intro: Am 

Refrão 

       Am 
Podes não saber cantar, 
       Am 
Nem sequer assobiar 
        Am            Am 
Com certeza que não vais desafinar 
        Dm                F             Am 
Em play-back, em play-back, em play-back! 

     Am 
Só precisas de acertar, 
         Am 
Não tem nada que enganar, 
          Am             Am          Am 
E, assim mesmo, sem cantar vais encantar 
        Dm                F             Am 
Em play-back, em play-back, em play-back! 

--------------------         Am 
Põe o microfone à frente, 
       Am 
Muito disfarçadamente, 
       Am                Am 
Vai sorrindo, que é p'ra gente 
     Am 
Lá presente 
    E7 
Não notar!... 

       Am       Dm 
Em play-back tu és alguém 
G             E7     Am 
Mesmo afónico cantas bem... 
Am 
Em play-back, 
    Dm 
A fazer play-back 
       F 
E viva o play-back 
        E7 
Hás-de sempre cantar bem. 
Am                  Dm 
Em play-back, respirar p'ra quê? 
G             Em7         Am 
Quem não sabe também não vê... 
Am 
Em play-back, 
     Dm 
A fazer play-back 
       F 
E viva o play-back 
        E7 
Dá p'ra toda uma soirée!... 

       Am            Am 
Abre a boca, fecha a boca 
         Am              Am 
Não te enganes, não te esganes, 
          Am       Am 
Vais Ter uma apoteose, 
          Am 
Põe-te em pose 
         E7 
P´ra agradar!... 
Am                Dm 
Em play-back é que tu és bom, 
G              Em     Am 
A cantar sem fugir do tom... 
Am 
Em play-back 
    Dm 
A fazer play-back 
       F 
E viva o play-back 
       E7 
Hás-de sempre cantar bem. 
Am                 Dm 
Com play-back até pedem bis: 
G              Em7   Am 
Mas decerto, dirás feliz... 
Am 
Em play-back 
    Dm 
A fazer play-back 
       F 
E viva o play-back 
              E7 
Agradeces e sorris 

Refrão




Cinderela - Carlos Paião

Intro: E G#m B E 
  
Am                                                      E7 
 Eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir 
                                                   Am 
Ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir 
A7                                                       Dm 
Numa outra brincadeira passam mesmo à beira sempre sem falar.  
G                  Am                E7                   Am   E 
Uns olhares envergonhados  e são namorados sem ninguém pensar. 
  
Am                                                       E7 
Foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé. 
                                                           Am 
ele lá lhe disse, a medo: "O meu nome é Pedro e o teu qual é?" 
A7                                                       Dm 
Ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "Sou a cinderela". 
G                      Am           E7               Am     A7 
Quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela... 
  
  Dm 
Então 
               Am                     E 
Bate, bate coração Louco, louco de ilusão  
                  Am        A7 
A idade assim não tem valor.  
   Dm 
Crescer 
                        Am                        E7 
vai dar tempo p'ra aprender, Vai dar jeito p'ra viver 
                Am   E 
O teu primeiro amor. 
  
Am                                                     E7 
Cinderela das histórias a avivar memórias, a deixar mistério 
                                                   Am 
Já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério. 
A7                                                   Dm 
Ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou. 
G                  Am                    E7               Am    A7 
Com a cara assim molhada ninguém deu por nada, ele até chorou... 
  
{Refrão} 
  
Am F F#º  
E G#m B E 
  
Am                                                        E7 
E agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos. 
                                                       Am 
E dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos. 
A7                                                    Dm 
E, num desses momentos, houve sentimentos a falar por si. 
G                Am                E7                Am     A7 
Ele pegou na mão dela: "Sabes Cinderela, eu gosto de ti..."